A CELEBRAÇÃO DE UM GRANDE MOMENTO

 

Fiéis de dez municípios que compõem a Diocese de Mogi das Cruzes seguiram no dia 9 de julho de 2009 em uma romaria para a cidade de Aparecida, no Vale do Paraíba. No total, 10.450 fiéis visitaram a cidade e a basílica.

A romaria faz parte do primeiro ano de comemoração do Jubileu de 50 anos da Instituição da Diocese em Mogi das Cruzes e abrange as cidades de Mogi das Cruzes, Guararema, Biritiba Mirim, Salesópolis, Suzano, Itaquaquecetuba, Arujá, Ferraz de Vasconcelos, Poá e Santa Isabel.

Segundo o responsável pela paróquia de Santa Cruz de Taiaçupeba, padre Alberto Gomes da Silva, a romaria deverá fazer parte de uma série de comemorações da igreja. "Essa é uma das primeiras ações que vão celebrar a instituição da nossa diocese. Este ano foi nomeado como ´Ano Missionário´, o próximo será comemorado o ano eucarístico e o último será o ano vocacional. Essa viagem a Aparecida, um centro de fé, marca os nossos primeiros passos rumo aos 50 anos da Diocese de Mogi", explicou.

Os ônibus partiram de todas as cidades sob a jurisdição da Diocese em horários diferentes, devido à distância. Durante a viagem, os devotos conduziram orações, como o terço.

A Santa Missa foi presidida pelo Bispo Diocesano Dom Airton José dos Santos. Logo após, por volta das 10 horas, todos seguiram pela Via Sacra, até o alto do morro do cruzeiro.

 
     
     
 
 
 
 
 
 
 

 
A ORIGEM DAS ROMARIAS


Tradição oriunda de S. Miguel, ilha do Arquipélago dos Açores, as romarias quaresmais tiveram a sua origem, segundo se crê, no início do século XVI, em Vila Franca do Campo, primeira capital da ilha.

Constituíram a resposta encontrada pela população de então para aplacar a fúria divina que, assolando essa localidade, soterrou os vila-franquenses e todos os seus haveres.

Na sequência desta catástrofe natural, ocorrida no dia 22 de Outubro de 1522, os poucos sobreviventes ergueram uma ermida, consagrada a Nossa Senhora do Rosário, no local onde actualmente existe o Convento de S. Francisco.

Todas as quartas-feiras, dia da semana em que ocorrera a catástrofe, a população da ilha, à noite, dirigia-se em romaria a esse local.

Com o passar dos anos, algumas paróquias começaram a organizar romarias, que, ao longo de oito dias, percorriam a ilha a pé, parando em todas as igrejas onde fosse venerada a Virgem e/ou onde estivesse o Santíssimo Sacramento. Os romeiros dirigiam-Lhes súplicas, agradecendo-Lhes as graças concedidas. Durante o percurso, entoavam o hino de Nossa Senhora (Avé Maria).

No ano de 1962, o Bispo da diocese, D. Manuel Afonso de Carvalho, promulgou o Regulamento dos Romeiros, vinculando os responsáveis pelos ranchos ao cumprimento do mesmo, assim como à realização de reuniões prévias, de preparação.

Essa orientação foi continuada por D. Aurélio Granada Escudeiro, em cujo episcopado foi criado o Grupo Coordenador das Romarias Quaresmais de S. Miguel. Coube a este grupo a alteração do Regulamento até então em vigor.

 
 

 

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