Criação


Criada em 09 de junho de 1962 pelo então Papa João XXIII, a Diocese de Mogi das Cruzes abrange dez municípios da região do Alto Tietê – Arujá, Biritiba Mirim, Ferraz de Vasconcelos, Guararema, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Poá, Salesópolis, Santa Isabel e Suzano –e tem como padroeira Santa Ana. A região possui cerca de 1,2 milhão habitantes e está localizada na região leste da Grande São Paulo.

Bispos

Ao longo de sua existência, a Diocese foi coordenada por quatro bispos. O primeiro foi dom Paulo Rolim Loureiro, que antes atuava como bispo auxiliar da Arquidiocese de São Paulo. No período em que esteve a frente da Diocese - de 1963 a 1975- criou e instalou mais de 20 paróquias. Também deu atenção especial à preservação das Igrejas do Carmo e do patrimônio histórico e cultural da região. Em 1970, criou oficialmente, o Museu de Arte Sacra de Mogi das Cruzes. Morreu em 2 de agosto de 1975, vítima de um acidente automobilístico.

No dia 05 de maio de 1976, foi eleito para segundo bispo da Diocese, o padre Emílio Pignoli. Nascido na Itália, era pároco da Paróquia de São José, Orlândia, na Diocese de Franca. A ordenação episcopal realizou-se na Igreja Matriz em 24 de junho. E a posse, na Catedral de Santana, em Mogi das Cruzes, foi a 04 de julho de 1976. Dom Emílio tornou realidade o sonho do primeiro bispo, recebendo, a 1 de março de 1977, os primeiros seminaristas na residência episcopal, onde atualmente funciona a Cúria Diocesana. Dentro do projeto Igrejas-irmãs incentivado pela Assembléia da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), iniciou a experiência de intercâmbio fraterno com a Prelazia de Coari (AM). Cuidou ainda do aproveitamento da antiga Fazenda Nossa Senhora da Conceição, nela instalando o Centro de Convivência Tabor e o Mosteiro Camaldolense. Transferido para a Diocese de Campo Limpo, tomou posse em 04 de junho de 1989. No dia 07 de dezembro deste mesmo ano, foi nomeado bispo da Diocese de Mogi das Cruzes, dom Paulo Mascarenhas Roxo, permanecendo no pastoreio até 26 de setembro de 2004.

No dia 26 de setembro de 2004 vindo da Diocese de Santo André, toma posse Dom Airton José dos Santos, que permance até hoje no seu pastoreio.

Paróquias

A Diocese de Mogi das Cruzes possui 47 paróquias divididas em oito regiões pastorais, além de 360 comunidades. A Catedral diocesana está localizada em Mogi das Cruzes e é denominada Paróquia de Santana.

Padroeira

Nos territórios da América Latina, não somente as pessoas, mas os acidentes geográficos também eram batizados com a denominação do mistério celebrado ou dos (as) santos (as), pois as nações conquistadoras tinham a Igreja Católica como religião do Estado. E as povoações surgiram ao redor de capelas, construídas geralmente no ponto mais alto.

Com a atual cidade de Mogi das Cruzes, não foi diferente. Quando o século XVI chegava ao final, alguns moradores da Villa de São Paulo de Piratininga subiram o rio Tietê, estabelecendo-se finalmente cerca de nove léguas acima. Devia ser o mês de julho, em data próxima à festa de S. Ana, pois a nova povoação, que se tornou vila em 1.611, começou a ser chamada "da Sñora Santa Ana". A cidade de Mogi ficou sendo, então, Santa Anna de Mogy Mirim. A capela deve ter ficado no sítio exato onde existe a Igreja Matriz de Santana, hoje Catedral. Posteriormente e por causa disso, Santa Ana tornou-se a padroeira da Diocese de Mogi das Cruzes.

A história de Santa Ana, mãe de Maria e avó de Jesus Cristo, contém poucos fundamentos. Sabe-se que, depois de um longo período de esterilidade, Ana teria orado ao Senhor e após ser agraciada com o nascimento de Maria, a levou com três anos ao templo, deixando-a ao serviço divino. Os relatos foram obtidos, a partir de registros apócrifos. Através deles, também se sabe que o culto para com os pais de Maria – Ana e Joaquim – é muito antigo entre os gregos, sobretudo. No Oriente, venerava-se santa Ana no século VI, e tal devoção estendeu-se lentamente por todo o Ocidente a partir do século X até atingir o seu máximo desenvolvimento no século XV. Em 1.584 foi instituída a festividade de Santa Ana junto a comemoração do dia de São Joaquim – 26 de julho.

* Fonte: Síntese Histórica feita pela Província Eclesiástica de São Paulo
* Livro: Retrato de Mogi das Cruzes, Isaac Grinberg
* Dados atualizados de acordo com o "Anuário e Cronograma 2009"

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