Tradição oriunda
de S. Miguel, ilha do Arquipélago
dos Açores, as romarias
quaresmais tiveram a sua origem,
segundo se crê, no início
do século XVI, em Vila
Franca do Campo, primeira capital
da ilha.
Constituíram a resposta
encontrada pela população
de então para aplacar
a fúria divina que, assolando
essa localidade, soterrou os
vila-franquenses e todos os
seus haveres.
Na sequência desta catástrofe
natural, ocorrida no dia 22
de Outubro de 1522, os poucos
sobreviventes ergueram uma ermida,
consagrada a Nossa Senhora do
Rosário, no local onde
actualmente existe o Convento
de S. Francisco.
Todas as quartas-feiras, dia
da semana em que ocorrera a
catástrofe, a população
da ilha, à noite, dirigia-se
em romaria a esse local.
Com o passar dos anos, algumas
paróquias começaram
a organizar romarias, que, ao
longo de oito dias, percorriam
a ilha a pé, parando
em todas as igrejas onde fosse
venerada a Virgem e/ou onde
estivesse o Santíssimo
Sacramento. Os romeiros dirigiam-Lhes
súplicas, agradecendo-Lhes
as graças concedidas.
Durante o percurso, entoavam
o hino de Nossa Senhora (Avé
Maria).
No ano de 1962, o Bispo da diocese,
D. Manuel Afonso de Carvalho,
promulgou o Regulamento dos
Romeiros, vinculando os responsáveis
pelos ranchos ao cumprimento
do mesmo, assim como à
realização de
reuniões prévias,
de preparação.
Essa orientação
foi continuada por D. Aurélio
Granada Escudeiro, em cujo episcopado
foi criado o Grupo Coordenador
das Romarias Quaresmais de S.
Miguel. Coube a este grupo a
alteração do Regulamento
até então em vigor.
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